
Neste feriado da república estive, a convite do Filipe da Equipe Sul Adventure, no novo setor de escaladas descoberto por eles, que fica nos fundos da barrragem do Rio São Bento. Este setor é muito promissor para escaladas tradicionais em fendas e com proetção móvel, o que interessou-me bastante pela falta deste tipo de opção para cursos e treinamentos. Como haviamos combinado segui de carro pela estrada que contorna os fundos da barragem, tendo de transpor alguns riachos até um sítio bem isolado quase no final da estrada. A partir dai, mochila nas costas e, pé na trilha, na verdade o leito seco do rio da Serrinha.


Só a caminhada no interior deste canion já valem o passeio, caminho se avista vários poços de água cristalina que brta de baixo do amontado de pedras roladas que forma o piso do leito do rio, os reflexos das árvores nestes poços são um atrativo a parte. Como não estava com pressa dei-me o direito de desfrutar alguns momentos de descanso a beira de um destes poços e a sombra das árvores da margem.


Com cerca de 1 hora de caminhada avistei o "Totem" de pedra que demarca a chegada a entrada da trilha. Na margem esquerda para quem etsa subindo o rio, existe uma palmeira com um pequeno totem de pedra a seu lado, sinalizando exatamente o inicio da trilha. Inicie a subida, a trilha é bem clara sendo fácil segui-la em toda sua extensão, o declive é um pouco acentuado exigindo um bom condicionamento físico para encara-lo principalmente sob o peso de uma mochila carregada de equipamentos. A meio caminho resolvi deixar a mochila e partir leve para reconhecer o "acampamento", pois como não havia visto o carro deles na estrada deduzi que ainda nãi estariam por lá, minha idéia era subir leve e aguardar no acampamento montado pelo Filipe no dia anterior, aguarda-los lá e caso viesem mesmo ai sim descer um pouco e buscar a mochila.


Aguardei até perto do meio dia então decidi deixar um "bilhete" dizendo que estive ali, caso não os encontra-se no retorno. Desci um pouco e recuperei a mochila, segui descendo mais um pouco até que pude ouvir vozes no fundo do vale, que deduzi serem eles chegando. Nos encontramos no meio da trilha e voltei com eles ao acampamento. Alguns momentos de descanso, uma ´gua geladinha vinda diretamente da bica que abastece o setor, e um almoço/lanche rápido e ja estavamos nos equipando para a primeira via.

Decidimos repetir a via Falconídeos, e tentar ver como ficaria a tentaiva de abertura da segunda cordada desta via. Chegamos a base da via e eu iniciei a guiada com o Renato na segue, o primeiro trecho foi bem simples com boas proteções em móvel, o segundo trecho é em uam fenda e arco, com uma laca bem fina de arenito o que não me inspirou muita confiança e proteger ali, de forma que decidi retornar ao solo e passar "a responsabilidade" da guiada para o renato que já havia escalada ali, após alguns chingamentos e muitas considerações sobre a exposição do lance o Renato, como já era de se esperar, passou o lance e protegeu bem avima da fenda em uma fenda horizontal, depois virou um pequeno plato e estava em pé no inicio da famigerada chaminé, da qual o Filipe falava e chingava o tempo todo. Mais alguns momentos de tensão e vários chingamentos e o Renato estava na sólida parada.


Em seguida subi com a seg de cima do Renato, a passagem dos lances "tenebrosos" de antes foram relativamente fáceis com o top rope, de forma que até me envergonhei de não ter guiado da primeira vez. Em poucos minutos estava reunido com o Renato na parada, quando pude pela primeira vez ver a justificativa do nome da via, um ninho encravado no fundo de uma fenda com dois filhotes de gavião, inclusive podia-se ver os restas de assos de um pequeno animal que a mamãe gavião providenciara para alimentar seus pequenos.


Aproveitei para subir um pouco ais e testar se uma peça grande que tenho caberia da fenda acima da parada dando inicio a segnda cordada da via que promete ser ainda melhor que a primeira que já é um espetáculo. A peça se encaixou bem na fenda larga, mas a escasses de peças maiores nos fizertamd eixar para uma proxima a continuação desta via. Descemos e deixamos em top para malharmos uma variante ao lado da Falconideos. Depois escalei novamente, desta vez com mais confiança e mais rápido, ao passar pela "chaminé dos martírios" decidi abordar uma técnica diferente da que me foi passada pelo Filipe quando da conquista, e me adaptei melhor com a minha o que até melhorou o psicológico na passagem do crux da via. Desmontei o Top rope e desci de rapel, limapmos a via e voltamos ao acampamento, onde o Filipe e a Aline já separavam o material para uma investida em uma nova fenda que haviam descoberto a direita do setor.

Deixei alguns equipos a mais com eles e me preparei para partir, pois devido a compromissos familiares não poderia acampar com eles neste belo local. O retorno foi bem tranquilo, a sensação de isolamento da quele lugar empresta um aura de expedição a qualquer saída. Voltei um pouco mais rápido do que a ida mas não pude me deixar de aproveitar um dos belos poços cristalinos de água gelada para um revigorante banho. Mal vejo a hora de reciniciar a temporada, no verão é muito desgastante, de escalada para retornar a este setor e tocar para cima a segunda cordada desta via e as demais que já foram iniciadas no setor.

Agradeço ao Filipe pelo convite e também ao Renato e a Aline pela excelente companhia. Muito obrigado